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Congresso da Cadeia do Frio no Brasil Confirma Edições 2025 e 2026 Após Encontro com 140 Profissionais

A Global Cold Chain Alliance (GCCA) estabeleceu um roteiro de longo prazo para a indústria de logística refrigerada no Brasil, confirmando as datas de seus principais congressos para 2025 e 2026. A decisão estratégica de fixar a agenda com mais de dois anos de antecedência segue…

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Redação Frozen Retail Insider
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Congresso da Cadeia do Frio no Brasil Confirma Edições 2025 e 2026 Após Encontro com 140 Profissionais
Foto de Zoshua Colah

Por que o calendário da cadeia de frio até 2026 já está definido?

A Global Cold Chain Alliance (GCCA) estabeleceu um roteiro de longo prazo para a indústria de logística refrigerada no Brasil, confirmando as datas de seus principais congressos para 2025 e 2026. A decisão estratégica de fixar a agenda com mais de dois anos de antecedência segue a realização da 10ª edição do Congresso Brasileiro da Cadeia do Frio, que ocorreu em São Paulo nos dias 11 e 12 de junho e concentrou mais de 140 profissionais do setor. Esta fixação de calendário não é apenas uma conveniência administrativa; representa um movimento calculado para injetar previsibilidade num setor dependente de planeamento de capital intensivo. Para operadores de armazéns, distribuidores de alimentos e grandes varejistas, saber as datas exatas dos principais fóruns da indústria permite um alinhamento mais preciso de orçamentos, projetos de inovação e estratégias comerciais. A continuidade do evento em São Paulo solidifica a cidade como o epicentro para as discussões que moldam a infraestrutura de frio do país.

O que a presença de 140 profissionais na 10ª edição realmente sinaliza?

O encontro recente em São Paulo funcionou como um barómetro preciso das prioridades e do nível de engajamento do setor de logística refrigerada. A participação de mais de 140 executivos e especialistas indica não apenas um interesse contínuo, mas uma necessidade crescente de colaboração e alinhamento estratégico. Este número, para um nicho tão especializado, sugere uma indústria que atingiu um grau de maturidade onde os desafios — como custos energéticos, regulamentação ambiental e eficiência operacional — são complexos demais para serem resolvidos de forma isolada. A escolha recorrente de São Paulo como sede reforça a sua função como o hub geográfico e intelectual para estes debates, concentrando o poder de decisão das principais empresas do país.

A agenda para além do networking: o foco em políticas públicas

A visão estratégica do evento foi articulada diretamente pela diretora da GCCA Brasil, Isabela Perazza. A sua declaração de que o congresso visa "especialmente influenciar as políticas públicas para impulsionar o desenvolvimento sustentável da cadeia do frio no Brasil" move o evento da esfera puramente comercial para a arena política. Esta afirmação posiciona a GCCA como um grupo de lobby setorial, com uma agenda clara para dialogar com órgãos reguladores sobre temas como normas de segurança alimentar, incentivos para eficiência energética e legislação sobre transportes. Para as empresas participantes, isto significa que o congresso não é apenas um local para fechar negócios, mas uma plataforma para compreender e moldar o ambiente regulatório em que operarão no futuro. A declaração de Perazza, "A 10ª edição do nosso Congresso reflete não apenas a força da nossa indústria, mas também o compromisso da GCCA em fomentar o conhecimento, o networking e, especialmente, influenciar as políticas públicas", serve como um mandato claro para esta atuação.

Quem são os quatro operadores que definem o debate logístico?

Um dos momentos mais significativos do 10º congresso foi o painel de encerramento, que reuniu executivos de quatro empresas centrais na operação logística refrigerada do país: Arfrio, Friozem, Brasfrigo e Movecta. A presença conjunta destes operadores num painel de destaque não é acidental. Sugere uma agenda de desafios e oportunidades que são partilhados pelos maiores players do mercado, abrangendo desde a otimização da capacidade de armazenagem e a automação de entrepostos até à gestão de frotas e a eficiência do transporte refrigerado. Para a indústria de alimentos, farmacêutica e o grande varejo, a participação destas quatro empresas específicas no debate principal sinaliza quem são os parceiros logísticos que estão na vanguarda, não apenas na execução, mas na formulação das estratégias que irão governar a distribuição de produtos congelados e refrigerados nos próximos anos. A sua colaboração pública indica uma frente unida em discussões sobre tecnologia, regulação e infraestrutura.

Por que a previsibilidade de datas até 2026 é um ativo estratégico?

Com a publicação da agenda de eventos, a GCCA oferece ao mercado mais do que simples datas; oferece um cronograma para o planeamento estratégico. O Congresso Brasileiro da Cadeia do Frio de 2025 está agendado para 11 e 12 de junho, novamente em São Paulo. Para 2026, o evento foi marcado para 27 e 28 de maio, também na capital paulista, com uma programação diária das 10:00 às 17:00. Este detalhe do horário sugere um formato focado em conteúdo denso e reuniões de negócios, otimizando o tempo dos executivos presentes.

O impacto direto no planeamento de distribuidores e varejistas

A definição de datas com tamanha antecedência tem implicações operacionais e financeiras diretas. Permite que as empresas do setor de distribuição, indústria e varejo incorporem os eventos nos seus ciclos orçamentários anuais com precisão, facilitando a alocação de recursos para patrocínios, deslocações e participação de equipas. Mais importante, permite o alinhamento de projetos internos de tecnologia e infraestrutura com as tendências e inovações que se espera que sejam discutidas nos congressos. Uma empresa que planeia um grande investimento num novo centro de distribuição, por exemplo, pode programar as fases finais de decisão para depois do evento, a fim de incorporar os mais recentes insights do mercado. Este nível de previsibilidade transforma o congresso de um evento reativo para uma ferramenta proativa de planeamento, profissionalizando a interação entre os diferentes elos da cadeia de abastecimento.

Quais 8 empresas já estão a apostar no mercado brasileiro de 2026?

A estrutura de patrocínio para a edição de 2026, já definida, oferece uma visão clara sobre quais fornecedores de tecnologia e infraestrutura estão a investir ativamente no crescimento do mercado brasileiro. A lista de parceiros e a sua distribuição por categorias funcionam como um mapa das áreas que deverão receber maior atenção e investimento nos próximos dois anos, desde a estrutura física dos armazéns até ao software que os gere.

O que o patrocínio Platinum de Bertolini, Danfoss e Thermo King revela?

A presença de três empresas na categoria máxima de patrocínio — Platinum — é altamente significativa, pois cada uma representa um pilar fundamental e distinto da infraestrutura da cadeia do frio. Bertolini, especialista em sistemas de armazenagem, representa o investimento na otimização do espaço físico e na densidade de estocagem, áreas críticas para a eficiência de custos em armazéns frigorificados. Danfoss, fornecedora de componentes de refrigeração, simboliza o foco na eficiência energética e na sustentabilidade, temas centrais num setor onde a energia é um dos maiores custos operacionais. Por fim, a Thermo King, líder em refrigeração para transporte, representa a logística móvel, o elo que garante a integridade da temperatura do produto desde o armazém até ao ponto de venda. O forte investimento deste trio sinaliza a confiança no mercado brasileiro e indica que as discussões de 2026 se centrarão na integração eficiente destes três pilares: armazenamento estático, sistemas de refrigeração e logística de transporte.

O que a diversidade dos patrocinadores Gold nos diz sobre a tecnologia do setor?

Na categoria Gold, a diversidade dos patrocinadores aponta para um ecossistema tecnológico mais amplo e integrado, que vai além dos componentes principais. A lista inclui Boltrics, uma empresa de software, indicando a importância crescente de sistemas de gestão (WMS/TMS) especializados para a cadeia de frio. A presença de Efaflex e Rayflex, fabricantes de portas industriais de alta velocidade, destaca a atenção a pontos específicos de perda de energia e de otimização do fluxo operacional dentro dos armazéns. A Mayekawa, focada em sistemas de refrigeração industrial de grande porte, complementa a oferta da Danfoss, apontando para soluções em diferentes escalas. Finalmente, a PlotterRacks, com soluções de armazenagem, mostra que há espaço para inovação e especialização mesmo em áreas já consolidadas. A combinação de fornecedores de software com hardware altamente especializado demonstra que a busca por eficiência operacional no setor é holística, abrangendo desde a gestão digital de dados até à engenharia física das instalações.

O que a expansão para o México significa para a estratégia brasileira?

Paralelamente à consolidação dos seus eventos no Brasil, a GCCA está a executar uma estratégia de expansão regional. A organização promoverá o GCCF Cold Chain Institute Latin America 2025 na Cidade do México, de 14 a 16 de julho de 2025, no Mexico City Marriott Reforma Hotel. Esta iniciativa indica uma visão mais ampla da aliança para a América Latina, reconhecendo as particularidades e oportunidades de diferentes mercados. Para os operadores brasileiros, este evento no México representa mais do que uma simples conferência; é uma oportunidade estratégica.

Benchmarking e novas fronteiras: as lições do mercado mexicano

A realização de um instituto de formação na Cidade do México oferece aos executivos brasileiros uma plataforma para realizar benchmarking direto com um dos mercados mais dinâmicos da região. Operadores com planos de expansão regional ou que simplesmente procuram otimizar as suas operações domésticas podem avaliar práticas e tecnologias num contexto diferente. O mercado mexicano, com a sua forte ligação logística aos Estados Unidos e um perfil de exportação agrícola distinto, enfrenta desafios e desenvolveu soluções que podem oferecer insights valiosos para o Brasil. Participar neste evento permite entender como as tendências globais de automação, sustentabilidade e regulamentação se manifestam em diferentes ambientes de consumo e de legislação. A escolha de um local como o Mexico City Marriott Reforma Hotel também sugere um foco em executivos de alto nível, promovendo um networking qualificado e discussões de nível estratégico. Para uma empresa brasileira, compreender as nuances do mercado mexicano pode ser um passo fundamental para refinar a sua própria estratégia competitiva, seja para o mercado interno ou para uma futura expansão internacional.