Cold chain

Com 19.900 Posições-Palete, Emergent Cold LatAm Entra em Pernambuco

A Emergent Cold Latin America (Emergent Cold LatAm) confirmou, em 8 de julho de 2022, a aquisição de uma instalação de distribuição em Recife, Pernambuco. A operação marca a primeira entrada da empresa na região Nordeste do Brasil, dando continuidade a um plano de expansão…

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Redação Frozen Retail Insider
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Com 19.900 Posições-Palete, Emergent Cold LatAm Entra em Pernambuco
Foto de Nazar Sharafutdinov

O que a entrada em Recife revela sobre a expansão nordestina da Emergent Cold LatAm?

A Emergent Cold Latin America (Emergent Cold LatAm) confirmou, em 8 de julho de 2022, a aquisição de uma instalação de distribuição em Recife, Pernambuco. A operação marca a primeira entrada da empresa na região Nordeste do Brasil, dando continuidade a um plano de expansão acelerado no país que teve início no final de 2021. Este movimento estratégico estabelece um ponto de apoio logístico em um dos principais centros de consumo e distribuição do Brasil, estendendo a rede da empresa para além do seu foco inicial nos estados produtores de proteína do Sul. A transação foi assessorada pela 44 Capital Finanças Corporativas na parte financeira e pelo escritório Lefosse Advogados na assessoria jurídica, indicando uma estruturação profissional e robusta para a sua entrada no mercado nordestino.

### Entre 18.500 e 19.900 posições-palete: decifrando a capacidade real

A escala da nova unidade posiciona a Emergent Cold LatAm como um operador relevante na cadeia de frio regional desde o primeiro dia. Os detalhes sobre a capacidade da instalação apresentam uma ligeira variação entre os comunicados oficiais. Uma fonte indica que a instalação possui uma área construída de quase 19.000 metros quadrados, com uma capacidade de armazenagem de 18.500 posições-palete. Um segundo comunicado da própria empresa aponta para uma área ligeiramente maior, de quase 20.000 metros quadrados, com capacidade para 19.900 posições-palete.

Apesar da pequena discrepância nos números, que pode derivar de diferentes métodos de medição ou fases de comunicação, o fato central é que a unidade representa um ativo de grande porte. Independentemente da cifra exata, uma capacidade de armazenagem dessa magnitude é capaz de atender a grandes volumes de produtos para múltiplos clientes simultaneamente, desde produtores de alimentos a grandes redes varejistas. Evandro Calanca, na sua função de diretor administrativo da Emergent Cold Brazil, classificou a instalação como uma "unidade de alta qualidade", reforçando que o ativo não apenas adiciona volume, mas também eleva o padrão da infraestrutura oferecida pela empresa na sua "rede em expansão no Brasil".

De aquisição em aquisição: como a Emergent Cold está montando seu quebra-cabeça logístico no Brasil?

A compra da instalação em Recife não é um evento isolado, mas sim a peça mais recente de uma estratégia de consolidação deliberada e sequencial no mercado logístico brasileiro. A empresa está construindo uma rede integrada que combina armazenagem e transporte para atender de forma mais completa a indústria de alimentos, com um foco particular e declarado no setor de proteínas. Cada aquisição parece ter sido calculada para adicionar uma nova capacidade ou uma nova geografia à rede, compondo uma oferta de serviços mais abrangente.

### Da base de armazenagem (Martini Meat) à capacidade de transporte (DMX)

A trajetória da Emergent Cold LatAm no Brasil começou de forma concreta em novembro de 2021 com a aquisição da Martini Meat. Essa transação deu à empresa a sua primeira base operacional no país, focada em armazenagem frigorificada e localizada em um dos principais polos da indústria de carnes. O passo seguinte foi a compra da DMX Logística, uma empresa descrita como um operador de transporte de destaque no suporte à indústria de proteína do Brasil.

Essa segunda aquisição foi fundamental para a estratégia, pois adicionou uma camada de serviços de transporte à capacidade de armazenagem estática. A combinação de armazéns e uma frota dedicada permite à Emergent Cold LatAm oferecer soluções logísticas mais integradas, controlando o movimento dos produtos desde o ponto de produção até os centros de distribuição. A chegada a Recife complementa esses ativos, adicionando um hub de armazenagem e distribuição em um mercado consumidor chave, longe dos centros de produção do Sul, mas vital para a distribuição nacional.

### Do polo produtor do Sul ao hub consumidor do Nordeste

Com a nova localização em Recife, a Emergent Cold LatAm passa a operar em quatro estados brasileiros, demonstrando uma clara intenção de cobertura nacional. As operações anteriores estavam concentradas no Sul do país, nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Essa região é o coração da produção e exportação de proteínas do Brasil, o que justifica a escolha como ponto de entrada no mercado.

A expansão para Pernambuco representa um movimento geográfico significativo. A empresa sai da sua zona de conforto, próxima aos produtores, para se estabelecer em um dos maiores mercados consumidores do país e um ponto logístico estratégico para a distribuição em toda a região Nordeste. Esta diversificação geográfica permite à empresa não só servir os exportadores no Sul, mas também atender aos fluxos de produtos que abastecem o mercado interno, posicionando-se como um parceiro logístico para toda a cadeia de valor alimentar.

Por que o Brasil? O foco na "produção e consumo de proteína" como motor central

A lógica por trás da rápida sucessão de investimentos foi articulada pela liderança da empresa, que aponta para as características estruturais do mercado brasileiro como o principal vetor de crescimento e a justificativa para a alocação de capital. A estratégia não é oportunista, mas sim baseada em uma tese de longo prazo sobre o papel do Brasil na cadeia alimentar global e regional.

### O mercado de proteína como tese de investimento

A visão estratégica foi resumida por Neal Rider, CEO da Emergent Cold LatAm. Ele declarou que "o Brasil é o maior mercado da América Latina, com altos níveis de produção e consumo de proteína, e uma previsão positiva para os próximos anos". Esta afirmação é a pedra angular da estratégia da empresa. O investimento em infraestrutura de cadeia de frio é uma consequência direta dessa análise. Produtores, processadores e distribuidores de proteína necessitam de uma rede logística robusta e confiável para movimentar produtos perecíveis, tanto para o mercado interno quanto para a exportação.

Cada movimento da empresa reforça esse foco. A compra da DMX Logística, especializada no transporte de proteína, e a localização inicial dos armazéns nos estados do Sul, líderes na produção de aves e suínos, são evidências diretas dessa estratégia. A expansão para Recife, um grande centro consumidor, fecha o ciclo, permitindo que a empresa gerencie o fluxo de proteína desde a origem até o consumidor final.

### Um sinal de "compromisso de longo prazo" com o mercado

Para os clientes da cadeia de distribuição — incluindo varejistas, atacadistas e a indústria de alimentos —, a expansão agressiva é apresentada como um sinal de estabilidade e parceria. A mensagem é que a Emergent Cold LatAm não está apenas comprando ativos, mas construindo uma plataforma duradoura. Evandro Calanca, Diretor Administrativo para o Cone Sul, afirmou que "esta aquisição representa mais um passo importante para fortalecer a presença de nossas operações no Brasil, mostrando um compromisso de longo prazo com nossos clientes".

Essa comunicação visa construir confiança no mercado, posicionando a empresa como um parceiro estratégico capaz de crescer junto com as necessidades de seus clientes. A rápida cadência das aquisições sugere que a empresa continua a procurar oportunidades para preencher lacunas geográficas ou de serviços em sua rede nacional. A construção de uma rede robusta e geograficamente diversificada é a principal proposta de valor para suportar as operações de seus parceiros comerciais, indicando que novos desenvolvimentos ou aquisições podem ser esperados para consolidar ainda mais sua presença no Brasil.