Cold chain

Agenda do Congresso GCCA 2026 Foca em Energia, Foodservice e Demanda do Cliente

A Global Cold Chain Alliance (GCCA) definiu um roteiro de eventos plurianual para a América Latina, estabelecendo São Paulo como o centro nevrálgico para o setor de logística de temperatura controlada no Brasil. A organização confirmou a realização do GCCA Brazilian Cold Chain…

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Redação Frozen Retail Insider
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Agenda do Congresso GCCA 2026 Foca em Energia, Foodservice e Demanda do Cliente
Foto de Erik Mclean

A Estratégia de Longo Prazo da GCCA para a América Latina: São Paulo se Consolida como Hub

A Global Cold Chain Alliance (GCCA) definiu um roteiro de eventos plurianual para a América Latina, estabelecendo São Paulo como o centro nevrálgico para o setor de logística de temperatura controlada no Brasil. A organização confirmou a realização do GCCA Brazilian Cold Chain Congress para os dias 11 e 12 de junho de 2025. A continuidade da iniciativa já está assegurada, com a edição de 2026 agendada para 27 e 28 de maio, também na capital paulista. Esta aposta consistente no mercado brasileiro é complementada por uma iniciativa de capacitação regional: o GCCF Cold Chain Institute Latin America, que ocorrerá de 14 a 16 de julho de 2025 no Mexico City Marriott Reforma Hotel, no México. A combinação de um congresso focado em negócios e um instituto de formação técnica indica uma estratégia dupla: fomentar o debate estratégico no principal mercado da região, o Brasil, enquanto se investe na qualificação profissional em um eixo complementar, o México. A previsibilidade do calendário oferece ao setor uma plataforma estável para planejamento e networking.

Quem Define a Pauta? A Aliança entre Liderança Global e Executivos Locais

A sessão de abertura do congresso, programada para as 14:00, será conduzida por uma dupla que representa a estrutura de governança da aliança. De um lado, Sara Stickler, Presidente e CEO global da GCCA, trará as diretrizes e a visão internacional da organização. Do outro, Fabio Fonseca, CEO da Friozem e Presidente do Conselho Consultivo da GCCA no Brasil, fornecerá o contraponto local. A participação de Fonseca é particularmente relevante, pois ele não apenas ocupa uma posição de liderança na associação, mas também comanda a Friozem, uma das principais operadoras de armazenagem frigorificada do país.

Esta estrutura de abertura sinaliza um alinhamento deliberado entre as tendências globais do setor e as realidades operacionais do mercado brasileiro. Para os participantes, a presença de Stickler garante que as discussões estarão conectadas com as melhores práticas e os desafios internacionais, como sustentabilidade e digitalização. A liderança de Fonseca, por sua vez, assegura que a agenda do evento seja filtrada pelas prioridades imediatas das empresas que atuam no Brasil, como infraestrutura, custos energéticos e ambiente regulatório. A sessão, portanto, funciona como uma declaração de propósito: conectar a estratégia global com a execução local, um fator essencial para a relevância do debate.

Do Campo ao Armazém: Como o Agronegócio e a Energia Ditam os Custos da Cadeia Fria

A agenda do congresso dedica blocos específicos para analisar dois dos principais vetores de custo e complexidade para a logística refrigerada: a infraestrutura de suporte ao agronegócio e a volatilidade do mercado de energia. A análise aprofundada desses temas é fundamental para a previsibilidade de custos, a eficiência operacional e o planejamento de investimentos de longo prazo para operadores logísticos, distribuidores e varejistas.

14:40: Thiago Pêra (ESALQ-LOG) Mapeia os Próximos Gargalos da Logística Agrícola

A sessão "Agribusiness Logistics: Opportunities and Challenges", agendada para as 14:40, será conduzida por Thiago Pêra, da ESALQ-LOG. A escolha do tema e do palestrante reflete a centralidade do agronegócio como principal motor da demanda por serviços de armazenagem e transporte refrigerado no Brasil. A ESALQ-LOG é uma referência em estudos de logística aplicada ao agronegócio, o que confere alta credibilidade técnica à análise. Para os operadores logísticos e compradores de serviços de varejo presentes, a apresentação de Pêra não é apenas acadêmica; ela funciona como um mapa de riscos e oportunidades.

A análise de gargalos de infraestrutura, novas rotas de escoamento e a capacidade da cadeia fria para suportar o crescimento projetado das exportações e do mercado interno de alimentos são informações estratégicas. Elas podem subsidiar decisões de investimento em novas unidades de armazenagem, otimização de malhas de distribuição e precificação de serviços. Entender onde a infraestrutura falhará no futuro permite que as empresas se antecipem, seja investindo em soluções próprias ou diversificando modais de transporte, impactando diretamente a competitividade e a resiliência de suas operações.

15:50: Por Que o Custo da Energia é o Ponto Cego da sua Operação? Alexei Vivan Responde

O custo de energia elétrica representa um dos componentes mais significativos e voláteis na estrutura de despesas de um armazém frigorificado. A sessão das 15:50, "Brazilian Energy Market: Challenges and Trends", abordará diretamente este desafio. O palestrante, Alexei Vivan, possui uma visão multifacetada do setor, acumulando os cargos de Sócio do CGM Advogados, Presidente da Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica (ABCE), Presidente do Sindicato da Indústria da Energia no Estado de São Paulo (SindiEnergia/SP) e Diretor de Energia na FIESP.

Essa combinação de papéis — jurídico, associativo setorial e representação da indústria em geral — posiciona Vivan para oferecer uma análise completa do cenário. Sua apresentação é de interesse direto para gestores de operadores logísticos (3PLs) e distribuidores. As tendências no mercado livre de energia, mudanças regulatórias, a expansão de fontes renováveis e a previsibilidade de tarifas são fatores que impactam diretamente as margens de lucro. A análise de Vivan pode fornecer insights para estratégias de contratação de energia, avaliação de projetos de autogeração e, fundamentalmente, para a negociação de contratos de armazenagem, onde o repasse dos custos energéticos é um ponto crítico.

O Que o Cliente Realmente Quer? A Visão dos Maiores Embarcadores e do Foodservice

O congresso reserva um espaço significativo para analisar o mercado sob a ótica de quem contrata os serviços da cadeia fria. Compreender as demandas atuais e futuras de grandes indústrias de alimentos, bem como as tendências em canais de consumo de rápido crescimento como o foodservice, é vital para o planejamento estratégico de operadores logísticos, distribuidores e varejistas.

11:40: Minerva Foods e Tirolez Abrem o Jogo sobre Nível de Serviço e Desafios de Distribuição

A sessão "Customers, Demand and Market Perspectives for the Cold Chain", agendada para as 11:40, reunirá dois executivos de grandes embarcadores de setores distintos. Michel Oliveira, Gerente Executivo de Logística Internacional da Minerva Foods, e Robson Kabke Leitzke, Gerente Executivo de Logística da Tirolez, apresentarão suas perspectivas. Para o público do evento, esta é uma oportunidade de ouvir diretamente dos clientes quais são as expectativas de nível de serviço, os principais pontos de atrito na operação e as demandas futuras que moldarão o setor.

A presença da Minerva Foods, um dos líderes na exportação de carne bovina, traz para o debate as complexidades da logística internacional, incluindo conformidade com normas sanitárias de diferentes países, gestão de contêineres refrigerados e a necessidade de rastreabilidade ponta a ponta. Já a Tirolez, uma das principais marcas de laticínios do país, representa os desafios da distribuição nacional de produtos de alto giro e curta validade, que exigem uma malha logística capilar e eficiente. A discussão permitirá aos fornecedores de serviços logísticos entender melhor as necessidades de tecnologia, flexibilidade e capacidade que serão exigidas por esses dois importantes segmentos.

14:30: Como o Foodservice Está Redesenhando a Logística de Congelados, com Cristina Souza

O canal de foodservice continua a ser um vetor de crescimento para a indústria de alimentos, com implicações diretas para a logística de produtos congelados. Às 14:30, a sessão "Emerging Trends in Foodservice" será liderada por Cristina Souza. Sua experiência combina a visão de uma empreendedora, como CEO e Co-Fundadora da Tanjerin, com a perspectiva institucional de Vice-Presidente de Foodservice na ABIESV (Associação Brasileira das Indústrias e Empresas de Software).

A análise de Souza é relevante para distribuidores especializados e para o varejo que opera em modelos de "cash and carry" ou que atende pequenos restaurantes e lanchonetes. As tendências no foodservice, como a demanda por produtos porcionados, ingredientes de maior valor agregado e entregas mais frequentes e de menor volume (pulverizadas), impõem novos desafios à logística. Essas mudanças exigem uma adaptação no mix de produtos armazenados, nos formatos de embalagem (picking e packing) e na roteirização das entregas. Entender essas tendências é crucial para que os operadores logísticos possam adaptar seus serviços e capturar o valor gerado por este canal em expansão.

14:00: Nos Bastidores da GCCA — A Batalha Regulatória e a Reforma Tributária

Uma sessão marcada para as 14:00 será dedicada a apresentar o trabalho interno dos "GCCA Brazil Strategic Committees", demonstrando como a associação atua em temas que afetam diretamente a competitividade e o ambiente de negócios do setor. Vivianne Moreira Leite, Co-Proprietária da CAP Logística Frigorificada e Presidente do Comitê de Segurança Alimentar e Regulatório da GCCA Brasil, e Marcos Fonseca, CFO da Friozem e Líder do Grupo de Trabalho de Reforma Tributária da GCCA Brasil, apresentarão os avanços e as pautas em andamento.

Este painel oferece aos participantes uma visão sobre como o setor está se articulando para lidar com questões regulatórias e fiscais. A atuação do comitê liderado por Vivianne Moreira Leite é crucial, pois mudanças em normas de segurança alimentar podem exigir investimentos significativos em infraestrutura e processos, além de criar barreiras operacionais. Da mesma forma, o trabalho do grupo liderado por Marcos Fonseca sobre a reforma tributária é de interesse estratégico para todas as empresas. A complexidade do sistema tributário brasileiro e as incertezas da reforma impactam diretamente a estrutura de custos, os preços dos serviços e as decisões de investimento. A sessão mostrará como a GCCA está defendendo os interesses do setor e preparando seus membros para as mudanças que estão por vir, transformando riscos regulatórios e fiscais em pautas de planejamento estratégico.