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Emergent Cold LatAm aumenta capacidade no Brasil em 20% e expande em Peru e Uruguai

A Emergent Cold Latin America executou uma série de expansões e aquisições que reforçam sua posição na infraestrutura da cadeia de frio sul-americana. Com a inauguração de uma instalação de grande porte em São Paulo e movimentos simultâneos no Uruguai e Peru, a empresa amplia a…

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Redação Frozen Retail Insider
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Emergent Cold LatAm aumenta capacidade no Brasil em 20% e expande em Peru e Uruguai
Foto de The Oregon State University Collections and Archives

Como 51.000 novos paletes em Guarulhos elevam em 20% a capacidade da Emergent Cold no Brasil?

A Emergent Cold Latin America executou uma série de expansões e aquisições que reforçam sua posição na infraestrutura da cadeia de frio sul-americana. Com a inauguração de uma instalação de grande porte em São Paulo e movimentos simultâneos no Uruguai e Peru, a empresa amplia a capacidade de armazenagem em pontos estratégicos para a distribuição de alimentos. O movimento mais significativo ocorreu no Brasil, um mercado onde a empresa já opera em seis estados, evidenciando uma estratégia de adensamento em seu maior mercado regional.

O impacto de 347.000 metros cúbicos no principal hub logístico do país

Em 27 de novembro de 2024, a empresa inaugurou em Guarulhos, São Paulo, sua maior instalação de temperatura controlada na América Latina. A nova estrutura adiciona uma capacidade de 51.000 paletes, distribuídos em um volume total de 347.000 metros cúbicos. Este acréscimo, por si só, representa um aumento de 20% na capacidade total de armazenagem da companhia no Brasil. O número é notável por demonstrar que um único projeto de construção superou em um quinto a capacidade acumulada que a empresa já possuía em seis estados brasileiros, sublinhando a escala do investimento e a aposta concentrada no mercado paulista.

A localização em Guarulhos é um fator central na estratégia. O armazém está posicionado em um dos principais nós logísticos do país, com acesso direto a rodovias que conectam o Sudeste a outras regiões, além da proximidade com o maior aeroporto internacional da América do Sul. Esta posição geográfica permite que a instalação funcione não apenas como um centro de distribuição para a Grande São Paulo, mas também como um ponto de consolidação e escoamento para cargas de importação e exportação. A operação foi projetada para ter um impacto econômico local substancial, com a expectativa de gerar 300 empregos diretos e 1.000 indiretos. Estes números não apenas indicam o tamanho da instalação, mas também o seu papel como um novo polo de atividade econômica para a região.

Uma resposta direta à demanda do varejo e da indústria alimentícia

A expansão não é um movimento especulativo, mas uma resposta direta às necessidades do mercado de alimentos. Segundo Evandro Calanca, Diretor Geral para a região do Cone Sul, a nova capacidade combinada posiciona a instalação como uma das maiores da Grande São Paulo. Em sua declaração, Calanca afirma que o projeto atende "à crescente demanda de produtores de alimentos e varejistas". Esta afirmação conecta diretamente o investimento às necessidades da cadeia de suprimentos, desde a produção primária até o ponto de venda final.

Para os compradores de grandes redes de varejo e operadores logísticos, a existência de uma infraestrutura de tal porte, operada por um único player, pode simplificar a gestão de inventário e a distribuição. A capacidade de consolidar grandes volumes de produtos congelados e refrigerados em um único local otimiza a logística, reduzindo custos de transporte e complexidade operacional. Grandes produtores de alimentos, que antes poderiam precisar de múltiplos armazéns menores para atender à demanda da região metropolitana, agora têm a opção de centralizar seus estoques. O investimento da Emergent Cold LatAm, portanto, funciona como uma peça de infraestrutura crítica que habilita a eficiência de toda a cadeia de abastecimento de alimentos na região mais populosa e economicamente ativa do Brasil.

Atlântico e Pacífico: Como as operações em Montevidéu e Lima completam a estratégia regional?

A estratégia de expansão da empresa, liderada pelo presidente David Palfenier, não se limitou ao mercado brasileiro. Ações coordenadas no Uruguai e no Peru demonstram uma abordagem regional para fortalecer a rede logística, garantindo cobertura em múltiplos eixos comerciais do continente. Os movimentos, embora de escalas e naturezas diferentes — construção nova no Brasil, expansão no Uruguai e aquisição no Peru —, são complementares e visam criar uma rede coesa que atenda tanto a costa atlântica quanto a pacífica, otimizando fluxos de comércio intra-regionais e internacionais.

Montevidéu: 48.000 posições de paletes para fortalecer o corredor do Mercosul

No Uruguai, a Emergent Cold LatAm inaugurou uma nova expansão de seu armazém em Montevidéu. A unidade está localizada no parque logístico Polo Oeste, um hub estratégico para o comércio regional. A ampliação adicionou 13.000 posições de paletes especificamente para produtos congelados e refrigerados. Com este acréscimo, a capacidade total da unidade uruguaia atinge agora 48.000 posições de paletes, distribuídas em uma área de 267.000 metros cúbicos.

Este reforço em Montevidéu consolida a infraestrutura da empresa para o escoamento de produtos no Cone Sul. O porto de Montevidéu é um ponto vital para a exportação de carnes e outros produtos agrícolas, e a expansão da capacidade de armazenagem a frio atende diretamente a essa demanda. Para exportadores e importadores que operam na região, a maior capacidade significa mais flexibilidade e segurança na gestão de seus produtos perecíveis, reduzindo gargalos logísticos e fortalecendo a posição do Uruguai como uma plataforma logística para o Mercosul. A localização no Polo Oeste também facilita a integração com outros modais de transporte, agilizando a movimentação de mercadorias.

Lima: Por que a aquisição de 29.000 m² foi a estratégia escolhida para o Peru?

No Peru, a empresa adotou uma tática diferente: o crescimento por meio de aquisição. A Emergent Cold LatAm comprou um armazém de 29.000 m² no distrito de Lurín, em Lima. Este distrito é um polo logístico consolidado, com acesso direto às principais vias que conectam a capital ao resto do país e ao porto de Callao, o principal terminal marítimo peruano.

Este movimento expandiu a presença local da Emergent Cold LatAm para um total de quatro instalações no Peru. Com a nova aquisição, a capacidade de armazenagem a frio da empresa no país ultrapassou os 635.000 m³. A escolha pela aquisição em vez da construção indica uma estratégia de entrada rápida para capitalizar oportunidades de mercado existentes e integrar imediatamente uma operação funcional à sua rede. A consolidação da presença em Lima fortalece a cobertura da empresa na costa oeste do continente, um corredor crucial para o comércio com a Ásia e a América do Norte. A aquisição permite à empresa oferecer capacidade imediata a clientes que exportam produtos agrícolas e pesqueiros através do porto de Callao.

O que uma rede de 78 instalações em 11 países significa para a cadeia de frio?

Os três movimentos – construção em São Paulo, expansão em Montevidéu e aquisição em Lima – não são eventos isolados. Vistos em conjunto, revelam uma estratégia de consolidação em mercados vitais da América Latina. A empresa agora opera um total de 78 instalações distribuídas por 11 países, criando uma das redes de logística de frio mais extensas da região. Esta escala oferece uma vantagem competitiva distinta, transformando a empresa de um provedor de armazenagem em um parceiro de infraestrutura de rede.

O impacto da escala na logística terceirizada (3PL)

Para distribuidores de alimentos, produtores e grandes redes de varejo, o aumento da capacidade por um único operador de grande escala pode significar uma reconfiguração das opções de serviços logísticos. A possibilidade de contratar um único fornecedor para gerenciar a cadeia de frio em múltiplos países reduz a complexidade administrativa e permite a criação de soluções logísticas integradas. Isso pode levar a uma maior eficiência, melhor controle de qualidade e, potencialmente, uma otimização de custos para os clientes. A presença de um player com tal densidade de rede pode também intensificar a concorrência no setor de logística terceirizada (3PL) de frio, pressionando outros operadores a expandir ou especializar seus serviços para competir. Empresas menores podem encontrar dificuldades em igualar a cobertura geográfica e a capacidade de investimento da Emergent Cold LatAm.

A concentração de investimentos em hubs como São Paulo, Montevidéu e Lima sugere um foco claro em otimizar as principais rotas de distribuição de alimentos da região. Para um gerente de categoria de congelados ou um comprador de uma grande rede de supermercados, a existência de uma rede mais robusta e interligada facilita a gestão de estoques sazonais e a distribuição regional. A capacidade de mover produtos de forma fluida entre o Brasil, o Uruguai e o Peru, por exemplo, utilizando a infraestrutura do mesmo operador, reduz os pontos de fricção logística. A expansão, como apontado por Calanca, responde a uma demanda que já existe, mas também prepara a infraestrutura para um crescimento futuro no consumo de alimentos processados e congelados na América Latina, posicionando a empresa para capturar uma parcela significativa desse mercado em desenvolvimento.